Companhias aéreas brasileiras renovam acordo para o transporte sem custo de órgãos e tecidos para transplantes realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A principal mudança será a inclusão da medula óssea nesse trabalho, que não estava contemplada no último acordo.

Outra alteração com a renovação, que é feita a cada dois anos, será a isenção da cobrança das tarifas aeroportuárias de embarque e conexão. A cobrança é feita quando há necessidade do acompanhamento de equipes de captação e condução dos órgãos. Anteriormente, as próprias companhias que arcavam com esse custo.

Para o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz, as mudanças representam um avanço importante para dar ainda mais robustez à logística complexa desse transporte. “Estamos evoluindo, no último acordo conseguimos instalar uma equipe da Central Nacional de Transplantes (CNT) dentro do Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea, o que deu mais velocidade ao processo. Agora, incluímos mais um item para ser transportando. É uma união do público e privado que beneficia a população como um todo”, disse o executivo.

As companhias aéreas realizam o transporte gratuito de órgãos para transplante desde 2001. Antes disso, o transporte aéreo era feito apenas pela Força Aérea Brasileira (FAB). Hoje além dos aviões da FAB, as equipes médicas podem enviar os órgão e tecidos pelas empresas aeroviárias regulares ampliando a agilidade do sistema nacional de transplantes.

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