A brasileira Isela Costantini, de 44 anos, se tornará a nova presidente da companhia aérea estatal Aerolíneas Argentinas.

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Brasileira assumirá a estatal argentina Aerolíneas

A empresa reestatizada no primeiro mandato da presidente Cristina Kirchner, em julho de 2008, quando pertencia ao grupo espanhol Marsans, a Aerolíneas acumula prejuízo que, em 2014, somou US$ 363 milhões – o que seria equivalente a uma perda diária de quase US$ 1 milhão ao longo de todo o ano passado.

Mesmo assim, a empresa é tratada como uma das joias da coroa do governo que termina. A presidente costuma usá-la como exemplo de progresso e investimento estatal. E também como um termômetro do aumento do poder aquisitivo da classe média que, nas palavras de Cristina, passou a viajar ao exterior a bordo da companhia.

Filha de pais argentinos, a paulistana é formada em comunicação social, e trabalhou para a General Motors desde 1998. Em 2012, se tornou presidente da operação da GM na Argentina, Paraguai e Uruguai, sendo escolhida esse ano de 2015 como CEO do ano naquele país.

CORRUPÇÃO

Além da questão financeira, Isela se deparará com uma investigação policial no comando da aérea.

A Aerolíneas está no centro do mais rumoroso escândalo de corrupção do país, o caso Hotesur, que envolve denúncias de corrupção contra a família Kirchner.

Reportagem publicada pelo jornal “Clarín” neste fim de semana informa que a Aerolíneas teria pagado 35.000 diárias ao hotel Alto Calafate entre 2008 e este ano, número bastante superior à tripulação da companhia em trânsito na cidade de El Calafate, na província de Santa Cruz. As diárias representariam um gasto de US$ 2,5 milhões.

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