Enquanto no Rio de Janeiro, a TAP/ME, sob o comando do ex-presidente Nestor Koch, realizou o desligamento voluntário de 300 aeroviários, em Porto Alegre, a demissão em massa, sem critérios e desrespeitando as normas previstas na convenção coletiva da categoria, já soma mais de 360 trabalhadores desligados. 

Essas demissões, que em Porto Alegre, iniciaram-se em setembro do ano passado, não geraram nenhum questionamento do Sindicato quanto a aplicação da cláusula 41 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que define os critérios para a redução de mão de obra. 

O Sindicato, que confundiu seu papel achando que era a empresa, reproduziu o discurso da crise econômica, não questionou as demissões e apenas buscou negociar um “pacote de bondades” para os demitidos.

DemissõesApesar dessas bondades livrarem a empresa de qualquer reclamação trabalhista dos que aceitarem o acordo, o Sindicato comemorou como uma grande vitória da categoria.

Mesmo com o pacote, a empresa seguiu demitindo sem nenhum critério para escolha dos trabalhadores que eftivamente manifestaram o interesse em sair. 

Alguns realmente dispostos a sair foram mantidos pela TAP a despeito de tantos outros desligados que não esperavam, tão pouco desejavam a demissão. 

Mesmo assim, o Sindicato buscou sensibilizar aqueles que queriam deixar a empresa com o discurso que a cobrança do Coletivo EmLuta acabaria por cancelar essas “bondades” oferecidas pela empresa aos demitidos. 

Nada disso é verdade, a empresa não seguiu nenhuma lista de opção. Não promoveu um plano de demissões voluntárias (PDV), apenas ofereceu um benefício para aqueles que abrirem mão de questionar qualquer débito junto a justiça do trabalho.

Não somos contra um PDV que ofereça aos trabalhadores vantagens para deixar a empresa. Não somos contra a escolha individual do trabalhador.

O que não podemos aceitar é a demissão em massa, nada voluntária e que não seguiu nenhuma das garantias da cláusula 41 da Convenção Coletiva de Trabalho.

Cuidado, a TAP e o Sindicato querem enganar você. A escolha que você tem não é se aceita um PDV ou não. A única escolha que você tem é se luta pelo seu emprego, pela sua profissão, ou aceita o “benefício” oferecido para ir para casa e não reclamar mais.

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