Justiça determina a reintegração dos 10 aeroviários suspenso pela TAP/ME que participam de jejum no Salgado Filho.

O juiz da 3º Vara do Trabalho de Porto Alegre, Vinicius Daniel Petry, entendeu que o argumento da empresa, de que o grupo, que concorre ao pleito do Sindicato da categoria, teria disseminado notícias falsas, não se confirma, pois não há “provas evidentes e robustas nesse sentido”.

Para o magistrado, a suspensão para processo de demissão por justa causa teve como finalidade a retaliação aos trabalhadores pelas suas opiniões, “O argumento apresentado pela ré demonstra, inicialmente, que a atitude de suspender os seus trabalhadores, autores da presente ação, tem um viés de retaliação pelos atos de manifestação dirigidos pelos candidatos a eleição de dirigentes sindicais.” observou na decisão.

O grupo, agora reintegrado, entende que a decisão restaura a justiça com os suspensos, mas afirma que ainda é necessário alertar a sociedade sobre as demissões em massa que estão ocorrendo na empresa.

Para Paulo Sérgio, um dos reintegrados, o objetivo agora é buscar estancar as demissões e conseguir a recontratação dos já demitidos em novas empresas, que ocupem algumas das áreas devolvidas pela TAP/ME.

Comente :