A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou, no último dia 5/10, os dados financeiros das três principais aéreas do País.  Azul, Gol e Latam que juntas representaram mais de 86% da demanda por transporte aéreo. Os dados da Avianca não foram incluídos no relatório, pois a empresa não prestou as informações à agência no prazo.

Os números fazem parte da divulgação das demonstrações contábeis do 2º trimestre de 2017, totalizam o acumulado do primeiro semestre do ano e apontam a retomada das aéreas.

Segundo os dados, apesar da melhora no desempenho operacional, aquele vinculado as receitas e custos da atividade, sem a contabilização de impostos e custos financeiros, o EBIT (do inglês Earnings Before Interest and Taxes), o resultado líquido ainda apresenta prejuízo.

Das demonstrações se apurou um EBIT positivo de R$ 5,5 milhões, contra R$ 1,3 bilhão negativo no primeiro semestre de 2016.

O resultado negativo do 1º semestre de 2016 se explica pelo fato de a Latam ter apresentado um EBIT no vermelho em R$ 802,7 milhões, valor reduzido em 2017 para um prejuízo de 207,1 milhões. A Gol também reduziu o prejuízo, apurando R$ 44,9 milhões negativos nesse 1º semestre do ano. A Azul foi a que teve o melhor resultado das três, apresentando um lucro operacional positivo de R$ 257,6 milhões na primeira metade deste ano.

Já o resultado líquido do setor, no 1° semestre de 2017, foi negativo em R$ 725,3 milhões, apesar disso, representa uma redução em relação ao mesmo período do ano anterior quando se acumularam prejuízos de R$ 769,4 milhões. A margem líquida negativa melhorou na comparação de -5,4% para -4,9%.

Quando comparado apenas o 2° trimestre de 2017 com o do ano anterior, a Receita Líquida do período apresentou um aumento de 8,1%, e ficou em R$ 6,9 bilhões. Os custos dos serviços prestados apresentaram alta da ordem de 3,2%. Desta forma, com o incremento da receita superior ao dos Custos dos Serviços Prestados, o Lucro Bruto das 3 empresas cresceu em 65,9% no período, tendo saltado de R$ 504,8 milhões para R$ 837,5 milhões.

Resultados negativos mas com expectativa de retomada

O que podemos apreender dos números é que, apesar das companhias ainda apresentarem grande comprometimento financeiro, os indicadores de crescimento das receitas sugerem que o setor está no caminho da retomada. Mesmo com os resultados financeiros ainda negativos a tendência que se observa é a de reversão desses números. E, independente da melhora contábil, a retomada da atividade das aéreas impulsionará a retomada em todo o setor, desde serviços auxiliares à manutenção.

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