O Coletivo Em Luta, um grupo de aeroviários que vem se consolidando tanto em Porto Alegre como em diversas localidades do País, tem acompanhado de perto a campanha salarial desse ano de forma atenta e preocupada.

Os Sindicatos ligados a Fentac e a CUT, incluindo o Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre, que já tiveram o protagonismo político nessas campanhas, mostram seu enfraquecimento e falta de apoio na base dos trabalhadores.

Se em outros tempos representou os trabalhadores de forma ativa, hoje aparenta cansaço e pouco interesse com os reais interesses de suas categorias.

Dessa forma o Coletivo Em Luta não vê outra saída para defesa do interesse de nossa categoria senão fortalecer a luta da campanha salarial e levar aos Sindicatos, hoje enfraquecidos, a força da nossa base para combater o discurso de arrocho salarial proposto pelas empresas.

 

Unidade sempre defendida

A CUT e a Fentac, até mesmo pelos seus laços históricos com o PT e com o Governo, parecem ter medo de criar problemas para sua presidente, e com essa lógica ou mesmo com compromissos que não sabemos quais, fizeram nos últimos anos campanhas salariais pífias sem conseguir chamar os trabalhadores para a luta, talvez porque tenham esquecido de defender nossos interesses de forma intransigente e passado a defender os interesses do governo federal.

Tentativa de mediação no TST em 04/12/2015. Odilon Junqueira negociador das empresas aéreas e Álvaro Quintão advogado da Fentac.
Tentativa de mediação no TST em 04/12/2015

Apesar de não fazermos parte da direção do Sindicato de Porto Alegre, integrantes do nosso Coletivo na cidade tem construído uma relação de parceria com diversos Sindicatos no País que não concordam com os rumos que a atual direção da Fentac e da CUT vem conduzindo essas negociações.

Em função disso, alguns militantes de Porto Alegre, como o colega Paulo Sérgio, tem buscado acompanhar as mesas de negociação a convite de entidades sindicais alinhadas com esse descontentamento.

Mas quando da reunião de mediação do TST foi proposto por nós e pelo Sindicato de Minas, a unidade da mesa de negociação e mediação, os negociadores de Porto Alegre e da Fentac rejeitaram sentar na mesa com o nosso companheiro Paulo.

Vemos que para sentar com o Governo e com as empresas a turma da CUT não tem problema, mas para construir a UNIDADE COM TODOS mostram não ter interesse quando negam-se a sentar com os próprios colegas por divergência de opiniões.

Queremos mudar isso, e só é possível construir uma solução com a inclusão de todos os trabalhadores nessa luta.

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